Por que o parto da Rebecca me surpreendeu

O nascimento da Rebecca foi tão especial e surpreendente para mim que eu resolvi escrever um post contando essa história – uma história real e marcante da minha vida!

 

Quem vem acompanhando meu trabalho há algum tempo sabe que eu e minha família nos mudamos para Utah, nos Estados Unidos, há 4 meses, para o meu marido estudar. Quando viemos eu estava grávida de 5 meses e curiosa a respeito do meu pré-natal  aqui e de como seria meu parto.

O que mais me chamou a atenção logo de cara foi o atendimento extremamente atencioso e humanizado que recebi da médica e de toda a equipe profissional que acompanhou esses últimos meses da minha gravidez. Durante as consultas a médica conversava comigo o tempo que eu precisasse, querendo ter certeza de que eu tirasse todas as minhas dúvidas, e ainda se preocupava em saber como estava sendo a adaptação da nossa família aqui e quais eram as nossas preferências com relação ao parto e pós-parto.

Quando ela me perguntou se eu queria ter parto normal ou cesárea (esse tipo de escolha é muito respeitado aqui – pelo menos essa foi minha experiência), eu não precisei pensar muito para responder, e vou explicar o por quê…

Meu primeiro filho, o Benjamin, que agora vai fazer 3 anos, nasceu em São Paulo de cesárea depois de eu ter ficado em trabalho de parto por cerca de 15 horas tentando ter um parto normal, porém sem que a dilatação progredisse, mesmo com as contrações constantes e muito fortes. Nunca me esqueci da agonia de sentir uma contração atrás da outra sem quase nenhum intervalo para alívio (toda mulher que passou por isso entende bem… rs) a ponto de não suportar mais, e ouvir a médica dizendo que ainda não tinha saído dos 3 cm de dilatação e mesmo assim insistindo para eu continuar tentando ter normal… a única coisa que eu conseguia pensar era na minha vó, que demorou 3 dias para parir a minha mãe, e concluí que comigo provavelmente seria a mesma coisa. Eu definitivamente não ia aguentar nem mais algumas horas daquele jeito, então implorei por uma cesárea. Também nunca me esqueci do alívio que senti quando o anestesista colocou aquela bendita “injeçãozinha” nas minhas costas! Aaaah!!!

Enfim, depois dessa experiência frustrante de tentativa de parto normal, eu não me julgava mais capaz de ter um parto normal – na verdade tinha medo de tentar de novo. Então, quando a médica daqui me fez aquela pergunta, eu não tinha dúvidas de que uma outra cesárea seria a melhor coisa para mim. Nós marcamos a cesárea para o dia 30 de junho, o dia em que a gestação completaria 39 semanas, e eu estava tranquila.

Mas parece que a Rebecca tinha muita pressa para vir ao mundo, pois no dia 24 de junho, um sábado, comecei a sentir contrações na parte da tarde. Eu estava com 38 semanas de gestação e falei para o meu marido que podiam ser contrações falsas, que só devíamos esperar… o interessante é que nesse mesmo dia, de manhã, o Benjamin estava super manhoso (além do normal), pedindo meu colo o tempo todo, querendo só ficar abraçadinho comigo, então quando as contrações começaram eu logo desconfiei que a Rebecca estava mesmo chegando e que o irmão estava aproveitando a última oportunidade de ter a mamãe só para ele – as crianças sentem tudo, não é mesmo?

Em torno das 11 horas da noite eu estava tendo contrações em intervalos de 2 a 3 minutos (firme e forte, rs), então fomos dar entrada no hospital e, já que as coisas estavam acontecendo diferente do planejado, eu falei para o meu marido que se estivesse com bastante dilatação eu iria tentar ter normal. Aliás, as minhas amigas brasileiras que moram aqui já me haviam falado para tentar parto normal por causa da anestesia, que eles dão a hora que a gente quiser. Mas a minha maior preocupação ainda era o tempo que eu passaria em trabalho de parto (nunca tirei da cabeça que eu seria como a minha avó e que demoraria pelo menos 2 dias para parir – todos nós temos crenças limitantes sobre várias coisas e essa era a minha crença com relação ao parto normal para mim).

A enfermeira que me atendeu no hospital perguntou se eu teria parto normal ou cesárea (ela disse que não iria influenciar minha decisão) e eu respondi que preferia cesárea, mas queria primeiro saber como estava minha dilatação para decidir. Fiquei perplexa quando ela mediu e me disse que eu estava com apenas 1,5 cm de dilatação, pois eu esperava que, com as contrações tão fortes e próximas que eu estava tendo, estivesse com no mínimo 3 cm.

Naquele momento eu falei para o meu marido que faria cesárea, mas a enfermeira nos informou que primeiro teria que me observar por uma hora para ver se eu ficaria no hospital ou se eles me mandariam de volta pra casa. Desesperooo!!! Eu não podia voltar pra casa na situação em que estava…

Nesse meio tempo meu marido aproveitou para levar o Benjamin para ficar em casa com um amigo nosso que tinha ido nos ajudar e que o Benjamin adora (muita gratidão a esse nosso amigo!).

Quando a enfermeira retornou, depois de uma hora, eu estava com 2 cm de dilatação, sinal de que estava progredindo e de que, segundo ela, eu realmente estava em trabalho de parto, portanto fiquei no hospital. Ufaaa! A partir de então as contrações começaram a vir com 30 segundos a 1 minuto de intervalo, cada vez mais fortes, e ela me falou que ia me preparar para receber a anestesia peridural. A essa altura a única coisa que eu queria era ter alívio da minha dor e então veria como a dilatação iria progredir. Ela me disse que, se eu quisesse, poderia fazer cesárea a qualquer momento.

Recebi a anestesia às 2:30 da madrugada e já fiquei na sala de parto. A enfermeira ia observando os batimentos cardíacos da neném e as minhas contrações, e conversando comigo e com meu marido (batemos um bom papo e demos boas risadas!). Tudo estava bem, a Rebecca estava encaixada e tudo parecia perfeito para um parto normal de sucesso – principalmente o fato de eu não estar mais sentindo nenhuma dor, rs!

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(A sala de parto onde passamos a noite esperando)

Às 5 horas da manhã a enfermeira mediu e disse que eu estava com 5 cm de dilatação, o que era uma ótima notícia. Ela falou que a tendência era dilatar 1 cm por hora depois que chegasse aos 6 cm de dilatação, então eu calculei que a Rebecca poderia nascer lá pelas 11 horas ou meio-dia, o que era uma previsão muuuito positiva comparada aos 2 ou 3 dias de trabalho de parto que eu estava esperando!

A grande surpresa aconteceu 1 hora depois, às 6 horas da manhã, quando a enfermeira viu que eu já estava com 8 cm de dilatação! Eu mal podia acreditar! O turno dela iria terminar às 7 horas da manhã, por isso ela brincou: “Você tem 1 hora para parir essa neném, pois eu passei a noite toda com você e agora quero ver sua filha nascendo!”

Ela chamou a médica que estava de plantão naquela manhã e a médica, depois de me examinar, disse que eu estava quase para dar à luz, que estava tudo perfeito, e perguntou se eu estava preparada para ter um parto normal. Eu me virei para o meu marido e falei: “Não acredito que vou ter parto normal!”

Eu realmente não estava acreditando que aquilo estava acontecendo, pois não era nada do que eu havia pensado ou esperado. Eu não havia preparado a minha mente para ter um parto normal. Eu não acreditava mesmo que era capaz de ter um parto normal depois de ter tido uma cesárea, mas o meu corpo me provou o contrário. A Rebecca me provou o contrário, ela realmente me surpreendeu!

Exatamente às 7 horas da manhã a médica me examinou e disse que eu já estava com 10 centímetros de dilatação – a hora havia chegado! Ela chamou toda a sua equipe de enfermeiras para auxiliarem no parto e elas me explicaram como ia acontecer: quando começasse uma contração elas iriam me avisar e me pedir para fazer força e eu devia fazer a maior força possível.

Nessa hora eu pensei: “Que pena que a Angie (a enfermeira que havia passado a noite comigo e meu marido) não vai ver o parto, já que o turno dela acabou…” Então a Angie apareceu e disse que ficaria lá para participar do parto e ver a Rebecca nascer! Eu fiquei tocada com aquela atitude dela, pois aquele era o trabalho dela e eu sabia que ela estava cansada e que queria voltar para casa. Ela não precisava ficar lá, até porque provavelmente nunca mais me veria na vida depois desse dia e, além de tudo, ela não sabia quanto tempo levaria para a minha neném nascer  (a médica me falou que tem mulheres que ainda demoram horas para dar à luz depois que começam a fazer força para o neném sair). Inclusive, quero aproveitar para comentar aqui que todas as pessoas que me atenderam no hospital foram maravilhosas, atenciosas e até carinhosas (como a Angie), se preocupando com meu conforto em todos os momentos, respeitando minhas escolhas, me fazendo sentir-me muito bem acolhida e cuidada. Essa é a marca registrada do atendimento médico aqui (pela minha experiência) e eu sempre serei muito grata por isso!

Antes de começarmos, eu senti a Rebecca fazendo pressão para sair – ela estava mesmo com pressa! As enfermeiras seguraram as minhas pernas, uma de cada lado, enquanto outra ia acompanhando as contrações, e a médica estava posicionada para receber a neném. Cada vez que vinha uma contração, elas falavam: “Push, push, push!” e contavam até 10 enquanto eu fazia força. 

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(O momento de maior expectativa – Rebecca prestes a vir ao mundo!)

Levou somente umas 4 contrações até que a Rebecca saísse – segundo a médica, foi super rápido! 

A emoção que senti foi muito grande (não consegui segurar as lágrimas) e foi melhor ainda ouvir que a Rebecca estava perfeita, que tudo tinha saído muito bem, e poder recebê-la no meu peito logo após o parto! Depois que ela foi limpa e examinada, uma das enfermeiras a colocou de volta no meu colo, e aquela bebezinha tão pequenininha (ela nasceu com apenas 2,580 kg e 47 cm) começou instintivamente a procurar alimento com sua linda boquinha. Com muita alegria e satisfação eu deixei que ela mamasse por cerca de meia hora em cada peito e as enfermeiras ficaram surpresas com tanta fome!

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(Rebecca logo após nascer)

Lembrando-me agora de todos esses momentos marcantes eu ainda me emociono e só sinto uma imensa gratidão pelas coisas terem acontecido como aconteceram, pela Rebecca ter me surpreendido e me trazido uma experiência de parto inesperada e completamente diferente da minha primeira experiência e principalmente pelas grandes bênçãos que o Pai Celestial me concedeu e me concede a cada dia!

 

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Como diz uma citação atribuída a Hans Christian Andersen…

“O conto de fadas mais maravilhoso é a própria vida.”

 

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111 comentários em “Por que o parto da Rebecca me surpreendeu

  1. Nossa !!!
    Minha vida anda tão corrida e só hj pude ler sua história, aliás, que historia linda de viver! Realmente filhos são uma benção e vc foi muito agraciada por conseguir o tão desejado “parto normal”. Eu tenho dois filhos tbm, e os dois foram de parto normal, e posso assegurar que sou uma mãe realizada em todos os sentidos. Parabéns, muita sorte a vc e sua linda família. Sucesso !!!

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  2. No
    ssa me emocionei com sua linda historia, tenho dois filhos de parto natural, e por isso entendo sua alegria…Parabéns que Deus te abençoe sempre…Grande beijo

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  3. Parabéns Lívia para vc e para sua bebe.Deus abençoe sua família.
    Já consegui comprar o seu E-book, vou ler com carinho, tenho muita vontade de me tornar uma contadora de história e vc me inspira, obrigada por isso.

    Curtido por 1 pessoa

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